O X do século XXI - 10 minutos com Philip Wollen, ex vice-presidente do Citibank

A verdade que nenhum ambientalista pode deixar de mostrar:
Como a indústria da morte e crueldade dos animais está devastando o planeta, arruinando as espécies, adoecendo e matando de fome a humanidade em proporções gigantescas.

domingo, 22 de abril de 2012

22 de Abril - Dia da Terra



O Dia da Terra foi criado pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970.
Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.
Este dia não é reconhecido pela ONU e também não é um feriado em nenhum país da Terra.

História
O evento foi a culminação de uma série de tendências que começaram nos anos 50 em que os cientistas começaram notar como a industrialização impactava o ecossistema da Terra. Então, em 1962, o livro inovador de Rachel Carson "Silent Spring", que documentou os efeitos dos inseticidas no ambiente, causou uma sensação internacional e conduziu-a eventualmente à proibição do DDT nos Estados Unidos.

Em 1970, a preocupação com o crescimento populacional, a fome em massa, a poluição do ar e da água o grupo se uniu num movimento para apoiar um ambiente mais limpo e saudável.
Tudo isto e mais está no filme "Earth Days", que foi mostrado em PBS'American Experience em 19 de Abril dirigido por Robert Stone o filme mostra não somente como o movimento verde começou, mas os sucessos e falhas desde o dia seminal em 1970.

"O que nós estávamos a tentar fazer éra criar uma consciência pública totalmente nova que causasse a mudança das regras do jogo" disse Denis Hayes, coordenador nacional do Dia da Terra.

Hayes é um dos ativistas ambientais chaves de uma dúzia, entrevistados no documentário Miller-McCune.E com mais três deles pediu para avaliar o estado do ambientalismo em 2010

Paul Ehrlich foi o autor do livro best-seller "A bomba da população" em 1968 É atualmente o professor de estudos de população e presidente do "Centro de biologia da conservação na Universidade de Stanford".

Stephanie Mills tornou-se famosa graças a um discurso de abertura 1969 do seu colégio, "O futuro é uma farsa cruel". Ela é editora e escritora filiada ao "Planned Parenthood" e atualmente é uma defensora de bio-regionalismo, um movimento, dedicado a culturas sustentáveis e locais.
Denis Hayes era o organizador principal do dia de terra original. Desde então Incentiva a Energia Solar e continua a presidir o conselho da rede internacional do "Dia de terra"

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
Em 1972 celebrou-se a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar os líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.

"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.

** Descrição do Vídeo do Youtube acima

quarta-feira, 4 de abril de 2012

04/04 - Dia Mundial dos Animais de Rua - Matéria do site Nosso Latido



Para quem não sabe anunciamos aqui que hoje é Dia dos Animais de Rua! Sim, dia 04 de abril! Talvez você esteja escutando pela primeira vez, mas foi só em 2010 que diversas organizações holandesas se reuniram para fazer a Primeira Conferência Holandesa de Animais de Rua. Neste dia, um guru do marketing sugeriu a ideia de homenagear todos os animais de rua do mundo.
Foi escolhido o dia 4 de abril porque, primeiramente é exatamente a metade do ano tomando como referência o dia 4 de outubro, Dia Mundial dos Animais. Segundo lugar por ser uma data de fácil lembrança (04/04) e, por fim, por ser um momento sem outras datas festivas ou feriado, dessa maneira as pessoas tem mais tempo para preparar homenagens.
Acredito que nenhuma ou pouquíssimas ONG’s do Brasil saibam deste dia, mas deveriam saber. Nossa ideia é disseminar a data no Brasil como uma forma de chamar a atenção das pessoas para este tema. Além disso, pode-se organizar eventos de castração e vacinação neste dia, incentivar as pessoas a levar um prato de ração para um animal de rua, resgatar um animal neste dia, pagar uma castração, levar um saco de ração a uma ONG, ou qualquer outra boa ação.
Convidamos vocês a nos ajudarem:
1) Curta a página World Stray Animals Day: https://www.facebook.com/strayanimalsday;
2) Incentive seus amigos a curtirem também;
3) Faça uma boa ação: apadrinhe um mascote, envie um saco de ração, pague a vacinação ou castração de um animal, resgate um animal ou divulgue um animal para adoção no seu facebook, twitter, ou ainda, através do seu e-mail;
4) Incentive seus amigos a fazerem o mesmo.
Deêm uma olhada neste video divulgado na página do World Stray Animals Day: 
 
Extraído de: Nosso Latido

terça-feira, 3 de abril de 2012

Excelente Artigo: "Aquecimento Global: A politização da ciência"

Por acaso encontramos e lemos numa biblioteca este excelente artigo publicado na Revista Conhecimento Prático: Geografia, nº 40, Ano 2011, Ed. Escala Educacional. Na chamada da lê-se: "Aquecimento Global: Revelações dos interesses científicos e políticos". Estava com selo do FNDE, do Ministério da Educação, como sendo proibida para venda. Procurando na internet encontramos na íntegra, para reproduzir aqui. Este artigo trata indiretamente do saber separar o joio do trigo, o que só é possível com conhecimento crítico, não aceitação passiva de informações, sem pesquisa, sem reflexão própria.

Entender a manipulação política que há por trás do termo "aquecimento global" não enfraquece o movimento ecológico, pelo contrário. Serve para nos orientar melhor nas escolhas políticas que fazemos, não nos iludindo com a apropriação de demandas justas e sensatas por empresas e governos que as enfraquecem via idéias e slogans simplistas, utilizadas pela a publicidade e propaganda, tais como "salve o planeta" - como se uma biosfera organicamente conectada como a Terra precisasse de ser salva pela espécie depredadora-mor, que se está incomodando, pode ser facilmente expurgada, como um parasita incômodo. Tal técnica distrai e aliena a população ao mesmo tempo que estimula o consumo desenfreado. Trata-se de um sistema político e econômico que não quer mudar a ordem de coisas: o lucro maximizado diante de uma economia baseada em recursos que não são infinitas. Que devem acabar até o final desde século. Por isso está chegando à sua contradição máxima, ao seu limite.

O assunto do artigo não é novo. Um documentário da BBC de Londres foi a fundo, entrevistou muita gente e revelou a manipulação política até nos bastidores da ONU, do IPCC, e mostrou como não se pode provar que as mutações pela qual passa a natureza são devido ao CO2. O Programa Fantástico da Rede Globo fez matéria de 6 minutos sobre o documentário da BBC de 1 hora e 15 min, com cortes das partes mais interessantes e conclui entrevistando o cientista brasileiro, Carlos Nobre, membro do IPCC, que afirmou que a causa do aquecimento global é o CO2. Ponto para a desinformação. Ponto para as empresas com ações na bolsa de NY que vendem "selo verde" para empresas. Ponto para Al Gore.

Link do documentário legendado na íntegra:

Link da edição do Fantártico:

Vejamos o artigo, de uma qualidade rara de se ver em revistas.

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Aquecimento Global: A politização da ciência
"Se não temos certeza se devemos levar um guarda-chuva para o trabalho, como poderemos prever o tempo com 100 anos de antecedência?" Tone Bethel 



Por Antônio Emílio Angueth de Araújo



A Ciência parece ser a área da atividade humana menos passível de uma politização. A ideia normal que fazemos da Ciência (com letra maiúscula) é que ela seja um empreendimento levado a cabo por homens de cuja integridade não duvidamos, homens que trabalham desapaixonadamente pelo bem comum ou, no mínimo, para fazer avançar o conhecimento, sem outro interesse que não o puramente intelectual. Por isso, essa classe de gente é tão admirada pela população, por isso acatamos quase com reverência tudo o que nos falam em nome da Ciência; da Cosmologia até os conselhos sobre modos de vida e alimentação. Os cientistas formam, na mente popular, uma espécie de casta sacerdotal cujos oráculos devem ser antes seguidos do que discutidos.


Todas as informações científicas chegam ao homem comum por meio da imprensa que, muitas vezes, tem acerca da Ciência a mesma paralisante reverência do homem comum. Poucas vezes vemos jornalistas serem tão críticos e incisivos acerca da Ciência, e dos cientistas, como eles normalmente são acerca de assuntos econômicos e políticos. Parte dessa timidez jornalística tem certamente a ver com a complexidade da Ciência, em suas numerosas especialidades. Mas não é só isso, como veremos.


POLITIZAÇÃO MALÉFICA


O assunto que ora nos ocupa é um dos muitos exemplos de como pode haver no campo da atividade científica uma politização maléfica que esconde vários interesses, dos mais restritos - fama científica e jornalística, verba para projetos de pesquisa etc. - aos mais amplos, que vão desde interesses industriais multibilionários até planos megalomaníacos de governo mundial, passando pelo desejo de doutrinação da mente humana segundo certas crenças - podemos dizer, dogmas político-ideológico-religiosos da intelectualidade moderna - e (talvez principalmente) por interesses diversos de governos (i.e, políticos em postos de comando) que, em última análise, financiam as várias pesquisas da área. 

Outras áreas científicas que sofrem com a politização são, por exemplo, as relacionadas à aids, à pesquisa com células-tronco embrionárias, à teoria da evolução, às pesquisa do câncer etc.

Que algo errado há no chamado aquecimento global ficou amargamente claro com o climagate (nome que lembra outro escândalo, o Watergate, que levou Nixon à renúncia da presidência dos EUA), o escândalo que ocorreu em 1974, quando foi descoberto e-mails de famosos cientistas tramando alterações de dados, exclusão de artigos de revistas, difamação de cientistas críticos do aquecimento global etc., tudo para "provar" que há mesmo algo parecido com o aquecimento global. (Veja o quadro a seguir.)

E o que é o tal de aquecimento global? É o dogma que afirma que há um aumento de temperatura do planeta Terra causado pelo homem, por suas atividades econômico-industriais: o pomposo aquecimento global antropogênico. Mas isso não é tudo; o dogma também inclui uma série de consequências alarmantes - o fato de serem alarmantes faz parte do negócio, negócio que rende fama e bilhões de dólares.

O aquecimento global supostamente derreterá as calotas polares, os níveis dos oceanos subirão e cidades costeiras serão simplesmente inundadas. No Brasil, poderíamos dar adeus a cidades de Florianópolis a Fortaleza, por exemplo. Mudemos todos para o Mato Grosso, que parece estar a salvo da catástrofe. Para evitar tudo isso, cientistas, governos e indústria nos pedem, com todo o estardalhaço que a imprensa sabe causar, alguns trilhões de dólares (no mundo todo) de nossos bolsos para estudos, legislação limitadora de atividade econômica e equipamentos salvadores. Claro que todos os envolvidos nessa coleta mundial de fundos se apresentam com a maior das boas intenções, falando sempre do bem geral da humanidade. 

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ALGUNS E-MAILS DO CLIMAGATE

University of East Anglia emails: the most contentious quotas, The Telegraph, 23 de novembro de 2009 http://www.telegraph.co.uk/earth/environment/globalwarming/6636563/University-of-East-Anglia-emails-the-most-contentious-quotes.html

De: Phil Jones. Para: Muitos. 16 de novembro de 1999.
"Acabo de completar o truque de Mike na Nature [revista científica] de aumentar as temperaturas reais de cada série dos últimos 20 anos (i.e, de 1981 em diante) ... para ocultar o declínio."

De: Phil Jones. Para: Michael Mann (Pennsylvania State University). 8 de julho de 2004.
"Não posso imaginar nenhum desses artigos constando do próximo relatório do IPCC. Kevin e eu os excluiremos de alguma forma - nem que tenhamos de redefinir o conceito de 'revisão de artigo pelos pares'!"

De: Kevin Trenberth (US National Center for Atnnospheric Research). Para: Michael Mann. 12 de outubro de 2009.
"O fato é que não podemos justificar a ausência de aquecimento no momento ... Nosso sistema de observação é inadequado."

De: Phil Jones. Para: Muitos. 11 de março de 2003.
"Escreverei um e-mail para a revista dizendo que não tenho mais nada a ver com ela até que eles se livrem daquele editor problemático." Prof Jones parece estar fazendo lobby para a demissão do editor da Climate Research, uma revista científica que publicava artigos subestimando as mudanças climáticas.

De: Phil Jones. Para: Michael Mann. 29 de maio de 2008.
"Você poderia apagar todos os e-maus que trocou com o Keith sobre o AR4? Keith fará o mesmo." Os céticos em relação às mudanças climáticas tentaram usar as leis de Liberdade de Informação para obter os dados originais submetidos ao IPCC para constar de um relatório conhecido como AR4. Os cientistas não queriam que seus e-mails sobre os dados se tornassem públicos.

De: Michael Mann. Para: Phil Jones e Gabi Hegerl (University of Edinburgh). 10 de agosto de 2004.

"É provável que eu e Phil tenhamos de responder a mais crítica de merda dos idiotas, num futuro próximo."

Os cientistas não fazem o mínimo esforço para esconder seu desdém pelos céticos em relação às mudanças climáticas que demandam mais informações sobre os seus trabalhos. 
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DOGMA RECENTE

O presidente Bill Clinton dizia, em 2000, que "as calotas polares derreterão mais rapidamente, o nível dos oceanos se elevará ..." e a América do Norte sofrerá "mais enchentes, mais ondas de calor, mais tempestades, mais condições climáticas extremas." Logo após o tsunami de 2004, o agora desacreditado âncora televisivo Dan Rather, citando especialistas em clima, vociferava: "Especialistas advertiram hoje que tsunamis poderiam se tornar mais comuns e mais perigosos em todo o mundo. Eles citam diversos fatores, inclusive uma acentuada elevação do nível do mar creditada ao aquecimento global e às crescentes populações costeiras". Tal espécie de retórica, emanada de pessoas tão ilustres, não deixa de ter um efeito poderoso nas pessoas.

Foto: Lynton


DAN RATHER
Dan Rather talvez tenha sido o âncora de televisão mais influente de todos os tempos. Ele era o apresentador do programa da CBS Evening News, o Jornal Nacional dos americanos. Rather caiu em completo descrédito quando, em 2004, divulgou documentos forjados que supostamente provavam que o presidente Bush teria evitado o serviço militar e usado de influências para se juntar à Guarda Nacional Aeronáutica do estado do Texas. Como ele emprestou todo seu prestígio a tais documentos, a rápida descoberta da fraude destruiu o pouco que restava da carreira do jornalista.







Partes do texto deste artigo são citações retiradas do livro The Political Incorreet Guide to Science de 2005, corno a encontrada na próxima página e na página 21, respectivamente dados por Christine Stewart e Michael Mann. O livro trata de assuntos importantes como aquecimento global e também trata de temas como aids, evolução e clonagem, sempre de um ponto de vista antiliberal.

The Political Incorrect Cuide to Science
Autor: Tom Bethel
Editora: Regnery Publishing
Páginas: 270

Se olharmos em retrospectiva, vemos que este dogma é relativamente recente e que o dogma anterior a este lhe era exatamente oposto. Na década de 1970, os cientistas ativistas (e jornalistas e políticos) previam, e a imprensa noticiava com toda a pompa e circunstância, que estávamos começando a viver uma Era Glacial. A revista Time, de abril de 1977, devotou uma reportagem de capa para o assunto, sugerindo inclusive 51 dicas do que fazer para evitar tal catástrofe. A revista Newsweek também devotou várias edições naquela década ao mesmo assunto. Parecia, então, que íamos viver um congelamento geral e urna das propostas dos cientistas de então era justamente o descongelamento artificial das calotas polares, conseguido à custa de alguns bilhões de dólares, é claro.

Mas o que querem os ambientalistas - aqui incluídos os cientistas, jornalistas amigos, políticos e artistas de várias áreas? Richard Lindzen, um dos mais importantes climatologistas do mundo, professor de meteorologia do Departamento de Ciências Planetárias, Atmosféricas e da Terra, do MIT (Massachusetts Institute of Technology) diz o seguinte, a respeito dos cientistas:

"Afirmações científicas ambíguas sobre o clima são injetadas diariamente na mídia pelos interessados no alarmismo, fazendo crescer o suporte político dos 'policy makers' que, como num moto-perpétuo, irão suprir os fundos necessários para mais pesquisas científicas e alimentar mais alarmes para incrementar o suporte político. Afinal, quem colocará dinheiro em ciência - não importa se para a aids, o espaço ou o clima - onde não houver nada realmente alarmante? Realmente, o sucesso do alarmismo climático pode ser avaliado pelo aumento dos gastos federais em pesquisas climáticas: de umas poucas centenas de milhões de dólares pré-1990 para US$ 1,7 bilhão, hoje. Isto pode ser visto também nos altos investimentos em pesquisas por tecnologias alternativas, tais como energia solar, eólica, hidrogênio, etanol e carvão, assim como na área energética em geral."³

Se olharmos em retrospectiva, vemos que este dogma é relativamente recente e que o dogma anterior a este lhe era exatamente oposto. Na década de 1970, os cientistas ativistas (e jornalistas e políticos) previam, e a imprensa noticiava com toda a pompa e circunstância, que estávamos começando a viver uma Era Glacial. A revista Time, de abril de 1977, devotou uma reportagem de capa para o assunto, sugerindo inclusive 51 dicas do que fazer para evitar tal catástrofe. A revista Newsweek também devotou várias edições naquela década ao mesmo assunto. Parecia, então, que íamos viver um congelamento geral e urna das propostas dos cientistas de então era justamente o descongelamento artificial das calotas polares, conseguido à custa de alguns bilhões de dólares, é claro.

Os políticos, além do poder, podem ter urna agenda mais ampla, como confidencia Christine Stewart, ex-ministra do Meio Ambiente do Canadá: "Não importa que a ciência seja toda fraudulenta, há efeitos colaterais benéficos ... Mudanças climáticas proporcionam a maior oportunidade de trazer justiça e igualdade para o mundo." Nada mais claro: mesmo que a ciência seja um lixo, a agenda oculta pode ser servida!



O "TACO DE HÓQUEI

"A histeria do aquecimento global ganhou certa roupagem científica com o famoso gráfico "Taco de Hóquei" que apareceu em um artigo, publicado pela prestigiosa revista científica Nature em 1998. 50 artigo ficou conhecido, na literatura científica da área, como M8H98, sigla que contém as iniciais dos sobrenomes dos autores e o ano de publicação. Tal gráfico é mostrado na parte superior da figura ao lado, cujo sombreamento sugere a origem do nome "Taco de Hóquei".

O gráfico significou uma extraordinária alteração nas variações de temperatura até então conhecidas, mostradas no gráfico inferior da figura. As variações de temperatura podem ser comparadas com o patamar de temperatura média do século XX. Este gráfico mostra claramente que a Terra já presenciou períodos de temperatura muito maior que a temperatura média do século XX, e mesmo que qualquer medida de temperatura atual. Tal fato era extremamente desconfortável para os ambientalistas que queriam nos convencer de que os últimos aumentos da temperatura da Terra eram devidos à atividade econômico-industrial dos seres humanos atuais. O período de aquecimento global mais proeminente do gráfico coincide com a Idade Média, Período de Aquecimento Medieval (PAM), e foi seguido por um período de resfriamento, chamado Pequena Era Glacial. Ora, corno não havia atividade industrial na Idade Média, era importante tentar apagar o PAM, qualquer que fosse a forma e o preço da empreitada. Com o achatamento das temperaturas medievais, os autores do MBH98 conseguiram um efeito colateral, muitíssimo interessante para seus propósitos, que foi evidenciar de forma dramática o aumento de temperatura do século XX; a ponta do taco de hóquei. De uma só tacada, dois resultados foram gerados e alimentaram anos de alarmismo ambientalista, até o escândalo de 2009 e além.


Se a temperatura da Terra seguisse de fato o gráfico Taco de Hóquei, estava "provado" cientificamente que a atividade econômico-industrial dos séculos XIX e XX causou o aumento acentuado e inaudito de temperatura; o aquecimento global era sim antropogênico e medidas de contenção do crescimento mundial deveriam ser tomadas. Daí se falar do Efeito Estufa, dos gases do Efeito Estufa, das emissões industriais, automotivas etc. Daí se tentar impingir sobre os países do mundo inteiro urna legislação global de limitação das emissões; daí o Acordo de Kyoto, daí o reforço à ideia de um governo mundial que monitore as coisas.




Tsunami de 2004 Aconteceu em 26 de Dezembro daquele ano, no Oceano Indico, devido a terremoto com epicentro na costa oeste da Indonésia, atingindo principalmente o Sri Lanka, Índia e Tailândia, além da própria Indonésia. Estima-se que provocou a morte de 230 mil pessoas, em 14 países.

Artigo de junho de 2006, publicado pelo Wall Street Journal; traduzido por Antonio Emilio Angueth de Araújo, autor deste presente artigo, e publicado no blog do Angueth.
Se a temperatura da Terra seguisse de fato o gráfico Taco de Hóquei,
estava "provado" cientificamente que a atividade econômico-industrial dos séculos XIX e XX causou o aumento acentuado e inaudito de temperatura;
o aquecimento global era sim antropogênico e medidas de contenção do crescimento mundial deveriam ser tomadas. Daí se falar do Efeito Estufa,
dos gases do Efeito Estufa, das emissões industriais, automotivas etc. Daí 
se tentar impingir sobre os países do mundo inteiro urna legislação global de limitação das emissões; daí o Acordo de Kyoto, daí o reforço à ideia de
um governo mundial que monitore as coisas.

Em Ciência, quando surge algo que parece ser um grande avanço em relação às crenças estabelecidas, os cientistas procuram reproduzir os resultados dos pioneiros, tentando usar seus métodos e criando outros para corroborar ou descobrir falhas no trabalho original. Todas as teorias científicas estabelecidas passaram por tal tipo de teste dos pares, dos outros cientistas que não participaram da descoberta. Podemos dizer que é assim que as teorias se estabelecem e se desenvolvem, ou são desacreditadas e esquecidas. Pois bem, nada mais natural que houvesse outros cientistas interessados nos métodos usados no MBH98 e nada mais natural que seus autores fornecessem, de pronto, informações que pudessem levar os
outros a reproduzir o famoso gráfico Taco de Hóquei. Contudo, não foi isso que ocorreu. Michael Mann, o M do MBH98, se negou a divulgar os métodos utilizados. Um mineralogista de Toronto, gastando dinheiro de seu próprio bolso, tentou descobrir os métodos de Mann, mas sem sucesso.
Um jornalista do Wall Street Journal dedicou-se tenazmente a essa matéria
e conseguiu contatar Mann, que lhe disse simplesmente: "Divulgar o algoritmo é ceder às táticas de intimidação que essas pessoas estão empregando". Ou seja, o que é absolutamente normal em Ciência, diria
eu até o que é essência em Ciência, foi considerado por Michael Mann
como "tática de intimidação". Em 2007, Dr. S. Fred Singer e Dennis T. Avery afirmaram em seu livro que Mann suavizou de alguma forma os dados (fazendo a média das temperaturas em períodos de 40 anos) dos últimos mil anos. Com os dados do século XX, Mann escolheu colher os dados de temperatura das regiões urbanas (que é muito mais elevada que a das regiões rurais) para montar a ponta do taco de hóquei.






O episódio da construção desse gráfico diz muito de como um assunto científico pode ser sequestrado para se tornar uma agenda de ativismo político. Falando em sequestro, esta palavra foi usada como título de uma edição especial da revista Whistleblower, de fevereiro de 2011: Sequestrando a Ciência: do aquecimento global' à biologia, à psicologia, à sociologia, corrupção descarada da ciência está correndo solta. Há nessa edição da revista, além de outras coisas interessantíssimas, outro exemplo de politização da ciência para servir a interesses escusos. Trata-se da alteração de mais de 5 mil verbetes da Wikipedia a fim de alardear a agenda do aquecimento global.


O episódio da construção do gráfico "Taco de Hóquei" diz muito de como um assunto científico pode ser sequestrado para se tornar uma agenda de ativismo político


William Connolley, um engenheiro de software e ativista do Partido Verde, assumiu a responsabilidade de garantir que qualquer traço da verdadeira história do clima fosse apagado na Wikipedia. "Começando em fevereiro de 2003, Connolley reescreveu os verbetes da Wikipedia sobre aquecimento global, efeito estufa, registro de temperatura, ilhas urbanas de calor, modelos do clima e resfriamento global. Em fevereiro ele começou a editar o verbete da Pequena Era Glacial. Em agosto, ele reescreveu a história sem incluir o Período de Aquecimento Medieval. Em outubro, ele se voltou para o gráfico Taco de Hóquei. (...) Como administrador da Wikipedia, Connolley supostamente criou ou reescreveu 5.428 verbetes da enciclopédia? Notem, na figura ao lado, tirada diretamente de uma das páginas da Wikipedia, que as temperaturas do Periodo de Aquecimento Medieval estão menores que as atuais. Uma comparação com a figura anterior mostrará o efeito das modificações de Connolley.

Eis aí dois exemplos, dos muitos que estão disponíveis, deste fenômeno de politização da Ciência em nome de interesses inconfessados, politização essa que quase sempre nos é vendida como ciência verdadeira, feita por homens cujo único interesse é o bem da humanidade.
Muitos leitores estão talvez se fazendo a seguinte pergunta, que foi feita e respondida por Richard Lindzen, em artigo já mencionado acima: Mas, então, por que não temos mais cientistas denunciando abertamente essa ciência vagabunda? A resposta de Lindzem descortina outro estratagema político que normalmente passa despercebido para a maioria das pessoas:

"Acredito que muitos cientistas tem se intimidado não meramente por dinheiro, mas por medo. Um exemplo: no início deste ano 120061, Joe Barton, deputado pelo Texas, enviou cartas ao paleoclimatologista Michael Mann e alguns de seus co-autores à procura de detalhes de unia análise, financiada por fundos públicos, que alega ter sido os anos 1990 a década mais quente e 1998 o ano mais quente do último milênio. A preocupação do Sr. Barton está baseada no falo de o IPCC ter singularizado o trabalho do Sr. Mann como um meio de encorajar os "policy makers" a agirem. E eles assim agiriam, depois que seu trabalho pudesse ser replicado e testado - uma tarefa que tornou-se difícil por causa da recusa do Sr. Mann, um eminente autor do IPCC, em liberar detalhes de seu trabalho para análise. A defesa do Sr. Mann pela comunidade cientifica, apesar de tudo, foi imediata e ríspida. O presidente da Academia Nacional de Ciências - e também da Sociedade Americana de Meteorologia e da Associação Americana de Geofísica -formalmente protestou, dizendo que o fato de o deputado Barton ter singularizado o trabalho de um cientista teve um cheiro de intimidação. (...) Infelizmente, esta é apenas a ponta de um iceberg não derretido. Na Europa, Henk Tennekes foi demitido como diretor de pesquisas da Royal Dutch Meteorological Society depois de questionar os fundamentos do aquecimento global. Aksel Winn-Nielsen, ex-diretor da Organização Meteorológica Mundial da ONU foi acusado por Bert Bolin, primeiro presidente do IPCC, de ser um instrumento da indústria do carvão, por questionar o alarmismo climático. Os respeitados professores italianos Alfonso Sutera e Antonio Speranza desapareceram do debate em 1991, ao levantarem questões inconvenientes, aparentemente por perderem o financiamento de suas pesquisas. E, além de tudo isso, há padrões peculiares em funcionamento nos periódicos científicos para aqueles artigos cujos autores levantam questões sobre a sabedoria científica da moda. Na Science e na Nature, tais artigos são comumente recusados sem passar por revisão, como sendo sem interesse."




A edição especial da revista conservadora Whistleblower corresponde ao número 2 do volume 19, de fevereiro de 2011. O artigo citado é "History of Climate Gets 'Erased' on Line", de Chesea Schilling, que está na página 9. Ele pode ser consultado online, no link http://www.wnd.com/?flpageld=119745

Science e Nature
Duas muito prestigiosas revistas cientificas.


IPCC
É a sigla, em inglês, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que foi criado em 1988 e é ligado à Organização Meteorológica Mundial e à PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ambas as organizações ligadas à ONU. Esse órgão é um auxiliar muito poderoso da mídia na divulgação da agenda alarmista sobre o clima.
Ora, vindo de onde vêm, tais observações nos dão claramente o padrão de comportamento dos cientistas do clima que nos querem impingir o aquecimento global antropogênico. Os subterfúgios mais espúrios são usados para calar as vozes dissonantes, não importando se a Ciência perde ou ganha com isso. Eis aí toda a gravidade da situação.
A mente humana tem lá seus mecanismos de proteção. Um deles nos faz sempre desprezar informações, mesmo aquelas baseadas em fatos irrefutáveis, que possam desafiar fortemente um confortável sistema de crenças no qual fundamentamos nossa vida. É sempre muito difícil abrirmos mão ou reformularmos nossas crenças. Aceitar que haja um sistema de ocultação e politização da Ciência é um desses fatos que nos farão reformular, em parte, nossas crenças. É tão impensável que isso possa existir que é grande a tentação de simplesmente considerarmos que a coisa não existe mesmo. Mas não nos iludamos, a coisa é real e se espalha por quase todos os ramos da Ciência, sobretudo por aquelas áreas em que o nosso pânico nos fará assentir, abrir nosso bolso - seja por meio de impostos, seja por meio de doações - e militar pela causa que nos querem impingir.

Toda vez que virmos um político, um cientista, um artista ou uma figura pública da moda - em suma, um "intelectual" - alardear algum desastre iminente, baseado em alguma descoberta científica recente, que poderá ser evitado com alguns bilhões de dólares em fundos de pesquisa e fomento, pensemos duas vezes antes de aderirmos ao pleito. Em 99% dos casos, a coisa é uma mentira deslavada. Este é exatamente o caso do "aquecimento global antropogênico": uma fraude, uma impostura, uma mentira.


A mente humana tem lá seus mecanismos de proteção. Um deles nos faz sempre desprezar informações, mesmo aquelas baseadas em fatos irrefutáveis, que possam desafiar fortemente um confortável sistema de crenças no qual fundamentamos nossa vida


Os leitores mais interessados podem consultar alguns livros e artigos que apresentam o assunto "aquecimento global" de modo mais verdadeiro, sem os alarmismos dos ativistas de plantão. Além das referências citadas neste artigo, há dois livros que devem ser consultados. O primeiro foi traduzido para o português e trata das questões ambientais com uni enfoque realista. Trata-se de O Ambientalista Cético: revelando a real situação do mundo, de Bjorn Lomborg (trad. 1. Korytowski e A.B. Rodrigues), Editora Campus, 2002. Há nele um capítulo dedicado ao aquecimento global e a todas as questões pertinentes ao assunto, com inúmeras informações científicas que ajudarão o leitor a formar uma visão mais balanceada do problema. O segundo livro é uma coletânea de ensaios científicos organizada por Patrick J. Michaels: Shattered Consensus: The True State of Global Warming [O Consenso Demolido: A Verdadeira Situação do Aquecimento Global]. Este livro, como o título indica, trata somente do aquecimento global e a trama de cientistas e políticos para forjar a sua existência.

Antônio Emílio Angueth de Araújo
Escritor, tradutor e palestrante
http://angueth.blogspot.com/


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Extraído de: http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/40/artigo242632-1.asp





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