O X do século XXI - 10 minutos com Philip Wollen, ex vice-presidente do Citibank

A verdade que nenhum ambientalista pode deixar de mostrar:
Como a indústria da morte e crueldade dos animais está devastando o planeta, arruinando as espécies, adoecendo e matando de fome a humanidade em proporções gigantescas.

domingo, 17 de junho de 2012

Odeio Rodeio - Rita Lee





Por Rita Lee, 2002

Não sou uma ET, mas fico indignada sempre que os terráqueos desrespeitam os outros três reinos do planeta: o mineral, o vegetal e o animal. A tal da imagem e semelhança de Deus conferida à raça humana é uma piada.

Hoje vou falar sobre rodeios. Rodeio é um vergonhoso lixo cultural norte americano onde os animais são submetidos às mais cruéis torturas. Não me refiro aqui a cavalos e bois de raça. Falo dos pobres pangarés vira-latas. E não me venham os defensores dessa indústria, tão milionária quanto imbecil, afirmar que pulam daquela maneira porque são bravos e selvagens. Aqueles pobres animais pulam de dor! Nosso romântico Jeca Tatu hoje se chama John Wayne, um peão cowboy, um atleta profissional da crueldade. O povo brasileiro é festeiro por natureza e os rodeios seriam abençoados não fossem as barbaridades já fartamente comprovadas, mas todas feitas às escondidas do público.

Uma arena como esta poderia apresentar atrações esportivas de verdade, vários grandes atletas do Brasil estão sem patrocínio ou incentivo algum. A festa não perderia seu brilho, não deixaria de gerar empregos e as crianças presentes aprenderiam algo mais dignificante. No entanto este espaço é preenchido por uma corja de sanguinários cujo “esporte” (!?!) é laçar bezerrinhos indefesos, instalar sedém nos machos, enfiar cacos de vidro e cigarros acesos nas fêmeas, e outras práticas nazistas... para que ao abrirem os portões da liberdade esses animais escravos ainda se submetam a mais humilhações diante de um coliseu ignorante. Abaixo a ditadura do sofrimento animal! Abaixo a tortura! Eu odeio rodeio!











Por Congresso em Foco, outubro de 2011

Tradição no interior do Brasil, os rodeios, acompanhados das festas agropecuárias, reúnem multidões todos os anos. Mas eles também formam um ralo por onde escoaram R$ 6,8 milhões de recursos públicos vindos do Ministério do Turismo. Do total de R$ 80 milhões devidos aos cofres públicos, é esse o montante referente aos rodeios e similares. Quarenta e cinco convênios para eventos desse tipo, firmados entre 2003 e 2009, estão na lista de inadimplentes, cujas verbas repassadas o ministério busca recuperar. Esses recursos foram repassados a prefeituras, órgãos estaduais e, neste caso, principalmente a sindicatos e associações que não conseguiram comprovar o serviço conveniado ou prestar contas como deveriam. Em razão da gravidade das irregularidades constatadas, a pasta quer receber de volta o dinheiro repassado.

A Federação Matogrossense de Rodeio lidera a lista dos devedores, responsável por 26,3% do total devido. O convênio, firmado em julho de 2006, para a realização do 2º Circuito Matogrossense de Rodeio, tradicional na região, destinou R$ 1,5 milhão para o evento. Cinco anos depois, a federação ainda não deu respostas convincentes das irregularidades encontradas na execução financeira do contrato. Em seu site oficial, a Federação afirma que o circuito conta com o apoio do Ministério do Turismo e de grandes empresas, e que é considerado um “exemplo” na organização de rodeios.

Desde que o Circuito de Rodeios foi criado, a Federação recorreu quatro vezes ao Ministério do Turismo. O primeiro convênio firmado com a pasta, em 2005, no valor de R$ 1,2 milhão já está concluído, ou seja, todas as prestações de contas foram feitas no prazo correto. No entanto, outros dois convênios ainda permanecem em período de prestação de contas. No total, a Federação já recebeu do Ministério do Turismo R$ 4,4 milhões. Caso, porém, a entidade não regularize a sua situação, ficará impedida de receber novos recursos. O Congresso em Foco tentou contato com a federação, mas até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

Barretos
O maior rodeio do país também está em débito com o governo. A 53ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos recebeu do Ministério do Turismo R$ 1,02 milhão em agosto de 2008, por meio do Clube Os Independentes, organizador do evento. De acordo com o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), há irregularidades na execução física e financeira, ou seja, o grupo não conseguiu esclarecer se o dinheiro enviado pelo ministério foi de fato utilizado para os fins destinados.

Desde 2006, o Clube Os Independentes realizou 13 convênios com o Ministério do Turismo, dos quais, cinco foram excluídos, dois foram concluídos, cinco ainda aguardam explicações e o convênio firmado em 2008 está inadimplente. Neste período, foram conveniados R$ 6,8 milhões no total.

Procurada no final da semana passada, a assessoria de imprensa do clube não respondeu às solicitações de informação feitas pelo Congresso em Foco.

Agropecuárias
No rol das festas agropecuárias, os sindicatos se destacam na lista dos inadimplentes. Do total de 26 convênios ligados ao tema, 18 são de sindicatos rurais que devem juntos R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. Em geral, o motivo da inadimplência é a falta de apresentação dos documentos requeridos que comprovem a realização dos eventos.

Quem lidera a lista é a prefeitura municipal de Mineiros, em Goiás, que em 2008 estabeleceu um convênio para a realização da XXIX Exposição Agropecuária do município, totalizando R$ 300 mil. A prefeitura também está inadimplente junto ao Ministério das Cidades, devido a um convênio firmado, em 2003, que destinava R$ 500 mil para programas sociais.

Irregularidades frequentes
Ao todo, nove motivos levaram as instituições a serem incluídas na “lista de devedores” do ministério. Entre as causas mais comuns, estão a falta de prestações de contas ou de comprovação de que o evento foi realizado e o descumprimento da Lei de Licitações. Os convênios foram fechados nas gestões dos ministros Walfrido dos Mares Guia (PTB), Marta Suplicy (PT) e Luiz Barretto, também indicado pelo PT.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco a partir do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e do Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU). O elevado número de irregularidades nos convênios firmados pelo governo federal com entidades não governamentais fez a presidenta Dilma Rousseff assinar na semana passada um decreto restringindo a celebração desse tipo de acordo.

O menor valor, de cerca de R$ 30 mil, foi pleiteado para o 1º Encontro de Intérpretes das Agremiações Carnavalescas Capixaba, realizado em 2007. De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, o Grêmio da Escola de Samba Independentes de São Torquato recebeu o valor referido, mas até agora não apresentou documentação que comprovasse a realização do evento.

Prestando contas
Para realizar uma festa, as ONGs e prefeituras assinam um convênio (espécie de contrato) com o Ministério do Turismo, estabelecendo direitos e deveres. Depois que as entidades e municípios recebem o dinheiro e fazem o evento, têm 30 dias para prestar contas. Ou seja, comprovar que realmente fizeram a festa conforme o combinado, incluindo os gastos previstos.

Se alguma parte do evento não foi realizada ou houve outro tipo de falha, o beneficiário recebe uma guia bancária para pagar à União a diferença devida. Se o pagamento não for feito, a ONG ou prefeitura vai parar no cadastro de inadimplentes.

Quinze dias depois, se não pagar o devido ou não comprovar que realmente realizou o evento conforme o combinado, o ministério abre uma tomada de contas especial (processo para recuperar dinheiro público) contra o município ou entidade. O processo é enviado à CGU e, de lá, ao TCU. É o tribunal quem julga a tomada de contas especial da ONG ou prefeitura.

As prestações de contas servem para, por exemplo, comprovar que os recursos foram usados corretamente e que não houve fraude ou desvio de dinheiro público. É um dos meios para se evitar e punir casos de corrupção. Constatado algum problema na prestação de contas, a regra determina a paralisação de novos repasses. No papel, as prefeituras, estados e ONGs que ficam inadimplentes não podem receber mais dinheiro da União. Mas nem sempre isso ocorre na prática.

A fiscalização do Ministério do Turismo é feita à distância. Só uma minoria dos casos é analisada presencialmente. No caso dos eventos, por exemplo, os técnicos verificam fotos do palco, das arquibancadas e os cartazes de divulgação, as notas fiscais e os papéis do processo de licitação. Até o primeiro semestre do ano passado, o ministério só tinha conseguido verificar “in loco” 15% dos eventos feitos com recursos que repassara. Com a contratação de novos servidores, esse índice passou para 35%, percentual que o governo considera “válido”.









Extraído de: Blog da Carol Daemon

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Marina Silva: Vetos não corrigem retrocessos no Código Florestal


O objetivo central dos vetos parciais ao projeto de lei do Código Florestal anunciados pelo governo na coletiva de hoje, é recompor a proposta do Senado. Mas o texto que saiu de lá foi amplamente rejeitado pela sociedade brasileira devido aos inaceitáveis retrocessos que continha.
Por essa razão, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e de diferentes e amplos setores da sociedade brasileira pediu à Presidente Dilma que o vetasse integralmente. Infelizmente, ela não agiu assim.
Ao assumir publicamente esse objetivo, somos levados a acreditar que a Presidente Dilma não manteve o seu compromisso, assumido na campanha eleitoral, de vetar qualquer lei que reduzisse a proteção das florestas e anistiasse desmatadores ilegais. A promessa era: “Sobre o Código Florestal, expresso meu acordo com o veto a propostas que reduzam áreas de reserva legal e preservação permanente, embora seja necessário inovar em relação à legislação em vigor. Somos totalmente favoráveis ao veto à anistia para desmatadores.”
Dos 84 artigos, 12 foram vetados. Outros 72, com graves retrocessos à proteção das florestas, foram mantidos.
Infelizmente, a falta de transparência e a não divulgação dos vetos e das modificações impede que a sociedade possa já fazer uma análise técnica do alcance do veto parcial.

Veja a nota do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável

(clique na imagem para ampliar)

Fonte:
http://www.minhamarina.org.br/blog/2012/05/vetos-nao-corrigem-retrocessos-no-codigo-florestal/

Novo Código Penal: Seis anos de cadeia para quem maltratar e matar animais




A Comissão Especial de Juristas encarregada de elaborar proposta para um novo Código Penal aprovou nesta sexta-feira (25) a criminalização do abandono de animais, além de tratamento mais severo para abusos e maus-tratos. Pela proposta, o abandono poderá ser punido com prisão de um a quatro anos, mais multa. Atualmente, a conduta é uma contravenção, que sujeita o autor a multa e prisão até um ano, sempre em regime aberto ou semi-aberto.
A mesma pena de um a quatro anos foi aprovada para quem praticar abusos ou maus-tratos contra animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos. Esse tipo de crime hoje é punido com prisão de um mês a um ano, além de multa.
No entanto, a pena será ainda ampliada a depender da severidade dos resultados dos maus-tratos. No caso de lesão grave ou permanente no animal, o aumento será de um sexto a um terço do tempo de prisão. Se houver morte, o aumento será pela metade, o que poderá significar até seis anos de cadeia.
Os abusos e maus-tratos foram um dos temas que mais atraíram a atenção da sociedade acerca da reforma do Código penal. O Movimento Crueldade Nunca Mais, integrado por mais 200 entidades de defesa de animais, chegou a entregar à comissão um documento com cerca de 150 apoios on-line e mais de 50 mil assinaturas em documento impresso propondo maior rigor na legislação. As condutas previstas foram enquadradas na parte dos crimes ambientais, que são tratados em lei específica e foram trazidos para o código pelos juristas.
Pela redação aprovada, ficou tipificado como crime abandonar em qualquer espaço público ou privado, animal doméstico, silvestre ou exótico, ou em rota migratória. Responde pelo crime quem tenha a propriedade, posse ou guarda do animal, se estendendo ainda a quem tenha sido atribuído a função de cuidar, vigiar ou que tenha a autoridade sobre ele.
Experiências
A comissão manteve as regras atuais que restringem a realização de experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos e científicos, na hipótese de existirem recursos alternativos. Quem realizar a experiência desconsiderando alternativa possível que preserve o animal da dor também poderá receber a mesma pena de um quatro anos para o caso de maus-tratos.
Outro ponto que mereceu especial atenção dos juristas foi o tráfico de animais, com a sugestão de pena básica de dois a seis anos de prisão para atividades que hoje é punida com prisão de seis meses a um ano, e multa. Pelo redesenho do tipo pena, será enquadrado como tráfico, entre outras hipóteses, importar, exportar, vender, expor à venda e manter em depósito, trazer e guardar o animal sem autorização legal. A proteção se aplica a ovos, larvas ou espécie da fauna silvestre nativa ou em rota migratória, bem como objetos feitos com matéria-prima animal, inclusive pena, pele e couros.
Haverá punição mesmo quando as condutas praticadas tiverem sido cometidas sem a intenção de lucro. No entanto, caso o objetivo seja a obtenção de lucro, a pena será ampliada de um sexto a um terço do tempo de prisão. E se a conduta visar à exportação, então o autor do crime poderá pagar com um aumento de um terço a dois terços. Na pior hipótese, quem enviar para o exterior animal silvestre ou em rota migratória, de forma ilegal, poderá pegar cadeia por até dez anos.
Alguns integrantes da comissão fizeram ressalvas ao rigor das punições sugeridas, mas prevaleceu a opinião da maioria de que os crimes contras os animais exigem tratamento penal mais firme. O advogado Tércio Lins e Silva ponderou que o exagero punitivo pode levar os juízes a não aplicar pena alguma. Já a procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luíza Nagib Eluf, chegou a equiparar a gravidade do crime de tráfico de animais ao tráfico de drogas.
- É uma mortandade, com pássaros e outros animais engaiolados sofrendo de maneira horrenda – comentou a procuradora.
Crimes ambientais
Com relação à atual legislação ambiental, a decisão da comissão foi pela incorporação dos seus aspectos criminais ao anteprojeto do código, que deve ser entregue ao Senado até 25 de junho. Não houve inclusão de novos crimes, como observou o relator da comissão, o procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves.
Houve considerável aumento de pena para a conduta destinada a promover a entrada no país de espécie animal sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridades competentes. Punida hoje com três meses a um ano de prisão, a prática receberá pena de um a quatro anos se passar a proposta dos juristas.
Essa foi também a proposta para um crime ambiental muito comum, que é cortar ilegalmente madeira de lei classificada, inclusive para transformar em carvão, com vistas a atividade econômica ou não (a pena atual vai de um a dois anos, e multa). Na nova redação, os juristas colocaram sob a mesma proteção contra o corte madeira de floresta, mata ou selva, ou de madeira encontrada em restinga ou caatinga.
De acordo com o relator, as alterações aprovadas em relação aos crimes ambientais, inclusive na questão dos maus-tratos e abusos contra os animais, oferecem tratamento mais protetivo, com sanções maiores. Segundo ele, havia manifestação de temor na sociedade de que “os juristas transformar tudo em penas de multa”.
Prescrição de penas
Outro assunto discutido pela comissão foram os prazos de prescrição das penas. Como não houve consenso entre os juristas, em votação foi decidida a manutenção do que já está previsto no Código Penal vigente. O relator Luiz Carlos afirmou durante a reunião que não é favorável ao texto atual. Apesar disso, defendeu a sua manutenção face à ausência de consenso sobre quais mudanças deveriam ser feitas.
A comissão foi criada pelo presidente do Senado, José Sarney, por sugestão do senador Pedro Taques (PDT-MT).
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

23 de maio: dia de salvar nosso Capitão

Para quem não conhece a história e as importantes ações do Sea Shepherd na proteção da vida marinha:
http://seashepherd.org.br/quem-somos/

23 de maio: dia de salvar nosso Capitão

20 MAIO 2012 

Desde a semana passada, temos implorado aos apoiadores da Sea Shepherd para enviar mensagens aos Senhores Ministros da Justiça e das Relações Exteriores da Alemanha. A decisão de liberar o Capitão Watson sob fiança nesta segunda-feira é o resultado inequívoco das milhares de cartas, e-mails, faxes e telefonemas que foram enviados. A concessão de fiança para um cidadão não-alemão é quase inédito em um processo de extradição.
Embora tenhamos obtido uma vitória com a decisão de permitir que o Capitão Paul Watson seja posto em liberdade sob fiança, a batalha para salvar a sua vida agora deve se intensificar. O Tribunal Regional Superior de Frankfurt confirmou juntamente com o Procurador-Geral que a autoridade para salvar a vida do capitão Paul Watson pertence à Sra. Ministra da Justiça alemã. Continue a escrever, telefonar, mandar email e fax aos Senhores Ministros da Justiça e Relações Exteriores alemães.
Estes Senhores Ministros devem ver a sua forma clara de agir agora definida pelo Procurador-Geral e Tribunal Regional Superior. O Capitão Paul Watson precisa que seus apoiadores em todo o mundo levem as reivindicações para salvar a sua vida para as portas das missões diplomáticas da Alemanha ao redor do globo. Estamos chamando para um Dia de Ação Global na quarta-feira, 23 de maio. Nesse dia, a Presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, estará visitando a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim. Quarta-feira, 23 de maio é o dia de salvar nosso Capitão!
Em todo o mundo, os sea shepherds estarão fazendo com que nossas vozes sejam ouvidas em embaixadas e consulados alemães, entre 11h00 e 13h00 horas (hora local). Organize ou participe de manifestações na embaixada ou consulado alemão mais próximos,  exigindo a liberdade do Capitão Paul Watson. Estamos confiantes de que através de sua participação, a Alemanha não vai realizar uma extradição, que seria o mesmo que a condenação a uma sentença de morte. Inimigos do Capitão Paul Watson dentro da máfia de barbatana de tubarão são capazes de agir dentro das prisões de Costa Rica. Se extraditado para a Costa Rica, é improvável que o Capitão Paul Watson viva para ver o interior de um tribunal da Costa Rica.
Não há local mais importante para a manifestação do que onde a presidente Chinchilla iniciará a visita em Berlim. Este encontro será aberto, com todas as honras militares, às 11:00 horas, no Schloss Bellevue. Os detalhes específicos estarão disponíveis no website da Sea Shepherd Alemanha.
Pedimos que os apoiadores do Capitão Paul Watson continuem a serem respeitosos em suas mensagens. Estamos confiantes de que, com a sua ajuda, a presidente da Costa Rica, a chanceler alemã, e os ilustres Ministros da Alemanha irão salvaguardar os direitos humanos do Capitão Paul Watson por não se curvar às acusações falsas de caçadores de barbatanas de tubarão, que são nada mais do que criminosos comuns.
Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil
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Ato Público do Instituto Sea Shepherd Brasil em defesa do Capitão Paul Watson
Dia 23/05/12, das 11h00 às 13h00
Blumenau/SC
Consulado Honorário da República Federal da Alemanha
R. Hermann Hering, 1 – Bom Retiro
Porto Alegre/RS
Rua Prof Annes Dias, 112 – Centro
Rio de Janeiro/RJ
Consulado Geral da República Federal da Alemanha
Rua Presidente Carlos de Campos, 417 – Laranjeiras, Zona Sul
São Paulo/SP
Consulado Geral da República Federal da Alemanha
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2092 – 12° andar
Leve seu próprio cartaz e, se possível, vista uma camiseta preta

domingo, 20 de maio de 2012

Manifestação contra o comércio de animais no Mercado Central de Belo Horizonte


Problemas relacionados ao comércio animal no interior do Mercado Central de Belo Horizonte

Por Gilson Dias Rodrigues - Médico-Veterinário.
domingo, 13 de Maio de 2012

Se aproxima a data de mais uma manifestação pública contrária ao comércio de animais num dos ambientes mais populares de Belo Horizonte. O que muitos chamam de uma movimento de pessoas desocupadas, ou de ativistas de sem causa, eu chamo de uma questão de saúde pública, uma questão de ética animal, uma questão de tráfico de animais silvestres e até de uma questão de prejuízo ao consumidor.

Um exemplo simples: Filhotes são entregues para a venda. Digamos que sejam cinco filhotes de Dálmatas. Entram para o Mercado Central no dia 01/03 e são colocados na gaiola. Sempre estiveram presos ao ambiente natal, ao lado da mãe, mamando e, repentinamente, estão colocados em gaiolas onde pessoas passam constantemente. Naquelas mesmas gaiolas, estiveram outros animais anteriormente e a desinfecção da gaiola foi feita com cloro diretamente aplicado sobre as grades sem a remoção completa de todas as sujidades presentes. Da ninhada que ficava naquela gaiola, um dos filhotes apresentou uma doença conhecida como Parvovirose. A doença é causada por um vírus super-resistente no ambiente, capaz de permanecer no ambiente, sem o tratamento adequado, por até cinco anos. Em outra gaiola, do lado oposto do corredor, outro filhote, igualmente à venda, apresenta uma coriza muito discreta e eventuais espirros. A cada espirro deste filhote, partículas de outra virose, a cinomose, são espalhadas pelo ar e sobre seus colegas de gaiola e de Mercado Central. O período de incubação médio dessas doenças é de 12 a 18 dias, ou seja, os primeiros sintomas estarão perceptíveis a partir do dia 13/03.
O dono da loja vende cada filhote com uma "garantia" de dois a sete dias de acordo com a sua data de chegada. Suponhamos que D. Maria leve o seu netinho até o Mercado no dia 04/03 e ele pede pra ir ver os cachorrinhos... D. Maria nada nega a seus netos e leva o Joãozinho até lá. Joãozinho quer passar a mão em todos os filhotes que lá estão e, partículas virais presentes no nariz dos filhotes e nos pêlos de todos eles, são disseminadas a cada gaiola. O proprietário da loja pede a D. Maria para não deixar o Joãozinho passar a mão na boca dos filhotes."

Nesse momento, vou interromper nossa "historinha" para destacar dois detalhes. Onde estava Joãozinho antes de ir aos cãezinhos? Será que na sua casa não pode ter um cão doente? Será que no banco do ônibus onde o Joãozinho entrou pra ir passear não poderia ter sentado uma pessoa que tinha um cão doente em casa? O Joãozinho pode ter levado uma doença para esses filhotes, não é mesmo? Outro detalhe: Se o dono da loja não deixa o Joãozinho por a mão na boca dos cães mas deixa que ele ponha a mão nas costas dos cães, quem explica para os cães que eles não podem encostar a boca nas costas e no pescoço uns dos outros? Como este "cuidado" de evitar a boca dos filhotes se justificaria se é normal a brincadeira entre filhotes da mesma gaiola? Seguimos com a história...

Joãozinho se encanta com um filhotinho de Dálmatas igualzinho ao do filme e começa a exigir que D. Maria compre aquele filhotinho pra ele... D. Maria não nega nada ao netinho e compra o Dálmata que passa a se chamar Nick. O filhote, que já estava estressado pela mudança da casa de sua mãe para a gaiola do Mercado Central agora se separa de seus irmãos e vai morar sozinho e outra casa diferente! Mais um motivo para estresse... No dia 13/03, Nick terá sua primeira diarréia. 
Dos quatro outros filhotes que lá ficaram, mais três foram vendidos, rendendo ao dono da loja, um total de 600 reais que precisarão ser divididos para pagar funcionários que mantem a loja limpa, material de limpeza, ração, e mais alguns custos menores. O penúltimo filhote foi vendido no dia 15/03 mas havia ocorrido um vômito ainda na loja e, por isso, o dinheiro da venda dele pode ser requisitado de volta pelo último comprador, que pagou R$150,00. Ou seja, nem dá pra contar com esse recurso financeiro para iniciar o tratamento daquele filhote que ficou sem ser vendido. De fato, as suspeitas de uma doença naquele último filhote se confirmam assim que ele também se sente estressado por ficar sem a companhia de seus quatro irmãos. 

 Mais uma vez eu interrompo o relato para contar aos leitores que, apesar de ser uma história absolutamente fictícia, por inúmeras vezes recebi em meu consultório pacientes oriundos do Mercado Central. Na maioria das vezes, o animal apresentava sinais clínicos de virose que mais tarde se confirmaram sendo de cinomose. Por uma questão sanitária, eu não podia receber internados estes animais, pois, pela facilidade de transmissão da doença especialmente em ambiente de estresse, internar cães com cinomose contaminaria outros pacientes e, sobretudo, o ambiente interno da clínica, bem como os profissionais que precisarem ter contato com as secreções nasais, lacrimais, orais e fecais desses cães. Portanto, nenhuma clínica interna um cão doente de cinomose, exceto se houver um esquema muito específico para este tipo de doença, o que, economicamente, é muito complicado e nunca fica 100% seguro. Em outras palavras, não por falta de empatia com estas vítimas ou com seus responsáveis, eu tive de negar socorro de tratamento intensivo com soro e medicações injetáveis por causa da agressividade da doença. Se autorizadas essas internações, digamos que por um período curto de seis dias, cada uma delas não sairia por menos de 800 reais em nenhuma clínica de Belo Horizonte.

Logo, pergunto àquelas pessoas que compram os animais do Mercado Central: o que vocês acreditam que acontecerá ao último dos cinco irmãos do Nick? E ao Nick, que foi comprado por um capricho e pode chegar em uma casa que não está preparada para recebê-lo? Os pais do Joãozinho vão conseguir dedicar todo o tempo necessário para a recuperação do animal que nem era TÃO bem-vindo assim?

E você que compra outros itens no Mercado Central, como eu mesmo!? Não pode levar pra casa itens que tiveram partículas virais depositadas em sua superfície por causa dos espirros dos filhotinhos ou pelo contato das mãos de pessoas que passaram pelo terrível corredor de exposição dos animais? E as doenças carreadas pelas aves? A perigosa Salmonella sp. muito presente nas fezes dos répteis? Sem falar nos piolhos dos pássaros... E nos fungos, bactérias e outros parasitas trazidos sob as escamas dos peixes comprados e, sem o devido cuidado, introduzidos no seu aquário?

Você gosta de fígado com jiló de tira-gosto para aquela cervejinha gelada? Você gosta de artesanato? Compra embalagens no Mercado Central para revender seus produtos? Você nunca ouviu algum parente distante, vizinho ou amigo comentar que comprou aquele Trinca-ferro com um "cara que tem uma loja no Mercado Central"? Você gosta realmente do Mercado Central por qualquer outro motivo? Então não permita que essa mancha negra, essa névoa, permaneça sobre a reputação do nosso Mercado Central! Não estimule o comércio de animais lá dentro... Não compre filhotes por dó ou por qualquer outro sentimento, pois seu dinheiro vale o mesmo que o de todo mundo e será usado para financiar o sofrimento de outros filhotes e animais.

Não há motivo para pânico por parte dos vendedores de animais, pois eu conheço muita gente, mas muita gente mesmo, que abandonou sua frequência ao Mercado Central porque soube, por mim ou por outros veterinários, da condição a que são submetidos esses seres e, na medida em que o comércio não mais acontecer, haverá um acréscimo no número de frequentadores gradualmente. Logo, mais mercado pra todo mundo. 

Mudanças são difíceis, mas as vidas de nossos animais são ainda mais importantes e o comércio animal já não tem o mesmo brilho aos olhos de uma sociedade cada vez mais consciente.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Projeto de Lei Popular de Desmatamento Zero - Assine!


 



Desmatamento Zero



"Olá!
Nesta terça, enviamos um email contanto um pouco sobre a ação em São Luís do Maranhão. O protesto pacífico já dura 4 dias, sem descanso para nossos ativistas. Caso você ainda não tenha lido, veja a história da voluntária que está participando da ação.
Nessa segunda-feira, Elissama deu uma demonstração do que é ser ativista. Uma menina baiana, franzina, pareceu ainda menor ao lado de uma navio de 175 metros. Elissama se pendurou na corrente da âncora do navio Clipper Hope e impediu que ele se movimentasse para receber um carregamento de 31 mil toneladas de ferro gusa no Porto de Itaqui, em São Luís, no Maranhão.
Elissama foi o símbolo de uma denúncia para expor três crimes graves relacionados à produção de ferro gusa no Brasil: trabalho escravo, desmatamento e invasão de terras indígenas. O carvão vindo da Amazônia serve para alimentar as siderúrgicas que produzem ferro gusa. 
Seja um ativista você também. Assine para acabar com o desmatamento no Brasil.


Assine a Petição

O Projeto de Lei Popular de Desmatamento Zero precisa de 1,4 milhões de assinaturas para ser apresentado ao Congresso Brasileiro, assim como aconteceu com a Lei do Ficha Limpa. Participe você também.


Tatiana de Carvalho

Um abraço,

Tatiana de Carvalho
Coordenadora da Campanha da Amazônia
Greenpeace"
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SOS Projeto Mucky


AOMA - CNPJ 03.788.097/001-37 - 2010