O X do século XXI - 10 minutos com Philip Wollen, ex vice-presidente do Citibank
Como a indústria da morte e crueldade dos animais está devastando o planeta, arruinando as espécies, adoecendo e matando de fome a humanidade em proporções gigantescas.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Projeto Mucky
Provolone e Gorgonzola não andavam e chegaram com hernias e sem pêlo no corpo. Bill teve uma perna amputada por conta de uma fratura exposta e tem problemas emocionais que o levam a se automutilar. Mickaela tem traumas dos quais nunca conseguiu se recuperar e até hoje não consegue se socializar e vive sozinha.
Estas são algumas das histórias de sagüis que hoje são tratados e vivem sob cuidados constantes em cativeiro no Projeto Mucky, único no gênero no Brasil localizado numa área de 20 mil m2 em Itu, no interior de São Paulo.
Prestes a completar 24 anos, o projeto dá assistência a primatas brasileiros, em especial os calitriquídeos, popularmente conhecidos como sagüis. O Mucky recebe aqueles mais vitimados por ações inconseqüentes do homem e oferece o tratamento adequado para estes animais viverem, com o devido respeito que merecem, em cativeiro (pois a grande maioria não teria mais condições de ser reintroduzida na natureza). E o curioso é que estes tratamentos são exclusivamente alternativos, com direito à prescrição de florais e outros remédios fitoterápicos, sessões de massagem e até hidroterapia.
Além de problemas físicos e psicológicos causados pela captura, transporte e maus-tratos em geral característicos do comércio ilegal, vários animais chegam ao projeto com sérios problemas de deficiência nutricional. Na maior parte das vezes causados por pessoas que os compraram como “pets”, achando que poderiam tratá-los como um cão ou gato doméstico. Ledo engano: sagüis são animais silvestres que pertencem exclusivamente à natureza, ao seu habitat natural, e não devem viver presos em casas ou apartamentos.
“Seqüelas de desnutrição é um problema muito comum. Mas também temos muitos casos de sagüis vítimas mesmo de covardia, como é o caso de Funcho, que foi cegado com cigarro. Há também casos de sagüis que estão paraplégicos e que, felizmente, se adaptaram a um aparelho que criamos que permite que eles se locomovam. Aliás, há casos tão complexos e tristes que quando vemos que eles conseguem se locomover e vocalizar, por exemplo, já comemoramos como uma grande vitória”, explica Lívia Botar, fundadora e coordenadora do Projeto Mucky.
Lívia é formada em Educação Física e tem pós-graduação em Ecologia e Educação Ambiental. Há 24 anos se deparou com um sagüi-de-tufo-preto que estava com uma corda entranhada na cintura. O resgate e o difícil tratamento do sagüi, que foi batizado de Mucky, deu o pontapé inicial para a criação do projeto. E desde então Lívia e sua equipe não pararam mais de ajudar nossos pequenos macaquinhos.
Para ajudar os sagüis, adote uma pessoa: Como várias outras ONGs ambientais, o Mucky, a duras penas, recebe os animais resgatados de condições de maus-tratos e conta apenas com apoio de padrinhos e algumas empresas parceiras (Descarpak, Odontovet, Farmácia Buenos Aires e Núcleo de Diagnóstico Veterinário). O tratamento e acompanhamento dos 187 animais são feitos por uma equipe de 12 tratadores, contando com Lívia, quando o ideal era uma equipe de, no mínimo, 15 pessoas.
Segundo Lívia, a maior dificuldade para manter o trabalho e cuidar de mais animais são os gastos com os funcionários e a necessidade de mais contratações. Por isso, uma das principais campanhas do projeto atualmente é a de apadrinhamento de funcionários, que pode ser feito tanto por um grupo de pessoas físicas como por uma empresa.
“Os nossos tratadores são pessoas muito especiais e isso é fundamental para a recuperação e bem-estar dos sagüis. A maior parte está com a gente há muitos anos e tem um grande conhecimento pela vivência, no dia-a-dia, com os animais. É um trabalho muito delicado, individualizado, como se fosse cuidar de uma criança”, diz Lívia, ressaltando que o manejo dos sagüis é complexo porque eles se estressam facilmente e que está longe de ser um trabalho mecânico.
Ter um grupo de tratadores especiais e dedicados é um diferencial do Mucky, mas isso não prescinde da necessidade urgente de mais apoio financeiro e resulta em muito sacrifício por parte dos colaboradores. Que o diga Vanessa da Silva Souza, tratadora no projeto há oito anos.
“É um trabalho que exige muita paciência e envolvimento, porque na verdade você está lutando por uma causa. Temos que observar individualmente cada um dos sagüis para identificar mudanças no comportamento ou algum sintoma físico de doença. Cada um tem a sua história e precisamos ficar atentos ao seu bem-estar mental, para também melhorar o físico”, diz Vanessa, que trocou alunos na escola primária pelos sagüis.
Vanessa ainda ressalta que como a equipe é pequena, é necessário se desdobrar. Mas o resultado final é prazeroso, porque “você trabalha em prol de alguma coisa”. “Aprendo muito com toda a equipe, que é muito envolvida. Pela minha experiência de professora, também monitoro alguns grupos de alunos em visitas de educação ambiental. O mais importante é mostrar que, na verdade, estes animais deveriam estar na natureza”, conclui a tratadora, que afirma que a grande lição é que as pessoas não devem comprar animais silvestres.
Educação ambiental: Apesar das dificuldades, o esforço para salvar o sagüi Mucky ganhou cada vez mais força ao longo dos 24 anos e hoje o projeto tem como missão o compromisso com a vida. Além do trabalho de tratamento e recuperação dos sagüis, o Mucky também é referência por seu trabalho de educação ambiental e de combate ao tráfico de animais silvestres, sem contar que as instalações do projeto seguem todo um conceito ambiental, com horta orgânica, compostagem de lixo e plantio de mudas nativas.
"Nossa perspectiva aqui no projeto é ambiental. Fazemos muitos trabalhos de educação ambiental demonstrando, através das histórias dos animais que tratamos, a importância do equilíbrio dos ecossistemas e da interação do homem com a natureza de uma forma harmônica. E esta é a filosofia de todos que trabalham conosco. Aliás, é isso que faz dar tudo certo", diz Lívia.
Como ajudar
Pessoas físicas e jurídicas (empresas) podem ajudar fazendo apadrinhamento de funcionários, apadrinhamento de sagüis, doações e comprando produtos da loja virtual. O projeto não é aberto à visitação para o público em geral. Visitas monitoradas podem ser agendadas com antecedência por escolas e pelas pessoas/empresas madrinhas dos funcionários e/ou dos animais. Também é possível fazer trabalho voluntário, estágio e pesquisas de campo. Os contatos do projeto para obtenção de maiores informações são:
Site: http://www.projetomucky.com.br/
E-mail: projetomucky@projetomucky.com.br
Telefone: (11) 4023-0143
Espécies do Projeto Mucky
Os sagüis são os menores primatas do mundo e são brasileiros, endêmicos dos biomas do país. Infelizmente são vítimas constantes de tráfico e tentativas de domesticação, todas, sem exceção, completamente inadequadas.
Além de sagüis, o Projeto Mucky também abriga um casal de micos-de-cheiro (Saimiri vanzolinii) e um casal de bugios-ruivos (Alouatta guariba), que já tem um filhote de pouco mais de um ano. Estas duas espécies e mais o sagüi-branco-da-amazônia são as únicas em que a reprodução é permitida (e até esperada), pois são espécies ameaçadas de extinção. Já com os sagüis, todos os machos são vasectomizados para evitar a reprodução e facilitar o controle em cativeiro. Atualmente o projeto abriga 187 animais em 84 recintos. Veja abaixo as espécies abrigadas pelo Mucky:
Calitriquídeos (sagüis)
Sagüi-do-tufo-preto
Sagüi-do-tufo-branco
Sagüi-leãozinho
Sagüi kuhlíi
Sagüi-da-cara-branca
Sagüi-da-serra
Sagüi-branco-da-amazônia
Cebídeo
Mico-de-cheiro
Atelidae
Bugio ruivo

Fonte: http://ambientese.blogspot.com/
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
I Seminário Internacional sobre Fauna Silvestre
Seminário Internacional sobre Fauna Silvestre
Data: 11/09/2010Local: Parque da Cidade - Jundiaí, SP (veja o local)
Informações e Programação:
wspabrasil@wspabr.org
(21) 3820-8200
domingo, 11 de julho de 2010
Tráfico de Animais Silvestres
O Brasil é um dos principais alvos dos traficantes devido a sua imensa diversidade de peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios e outros.
As condições de transporte são péssimas. Muitos morrem antes de chegar ao seu destino final.
Filhotes são retirados das matas, atravessam as fronteiras escondidos nas bagagens de
contrabandistas para serem vendidos como mercadoria.
Todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados ilegalmente de seu hábitat no país , sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia Federal.
O tráfico interno é praticado por caminhoneiros, motoristas de ônibus e viajantes. Já o esquema internacional, envolve grande número de pessoas.
Os animais são capturados ou caçados no Norte, Nordeste e Pantanal, geralmente por pessoas muito pobres, passam por vários intermediários e são vendidos principalmente no eixo Rio-São Paulo ou exportados.
Os animais são traficados para pet shops, colecionadores particulares (priorizam espécies raras e ameaçadas de extinção!) e para fins científicos (cobras, sapos, aranhas...).
principalmente na Mata Atlântica. Para mais informações, consulte o site www.renctas.org.br da
Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, o MMA, o IBAMA, SOS FAUNA
ou a CITIES - Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens
em Perigo de Extinção.
Segundo o IBAMA, a exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas a medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam.
sábado, 10 de julho de 2010
Animais silvestre: um convite à reflexão - APASFA
Papagaios, jabutís, araras, macacos, passarinhos e tantos outros animais da Fauna Silvestre Brasileira vêm sendo vítimas de um comércio ilegal que movimenta cerca de 2 bilhões de dollares por ano.
Nós, brasileiros, fomos criados tendo diversos desses animais como sendo de estimação, sem ter a menor idéia do preço que milhares de outros animais pagaram, para que os nossos pudessem estar em nossas casas.
Você não tem um animal silvestre? Gostaria de ter um? Se clicou nesta página, é provável que sim. Mas se você se importa com a vida, com o respeito pelos animais, com certeza vai mudar de idéia.
E quando falamos em animais da Fauna Brasileira, incluimos cada ser vivente.Será que na sua casa tem algum objeto decorado com asa de borboleta? Você já parou pra pensar que esses belíssimos seres também são sacrificados pra satisfazer nossa vaidade? Muitos de nós apreciamos artesanato feito com as asas desses insetos sem nunca ter parado pra pensar que eles também foram criaturas vivas. Saiba que muitas espécies de borboletas estão em extinção e que são mortas de maneira cruel.
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- Você sabia que para garantir a "beleza" do artesanato feito com asas de borboleta, os machos são mergulhados, ainda vivos, em um tipo de solvente de tinta, que elimina os parasitas garantindo a "perfeição das formas"?
- Você sabia que os traficantes de animais silvestres pagam crianças para capturarem borboletas e passarinhos, para o quê, elas perdem aulas na escola?
- Você sabia que milhares de borboletas usadas em artesanatos são espécies em extinção?
- Você sabia que todo pscitacídeo (pássaros de bico curvo como periquito, papagaio, etc.) precisa de um companheiro da mesma espécie?
- Você sabia que araras, papagaios, periquitos e todos os pscitacídeos também podem sentir raiva, amor e ciúme?
- Você sabia que na Primavera os papagaios gritam para atrair as fêmeas?
- Você sabia que após 3 ou 6 anos após você ter comprado um psitacídeo, você vai ter problemas porque ele precisa procriar?
- Você sabia que a maioria dos psitacídeos está em perigo de extinção?
- Você sabia que papagaios preferem viver num aviário a viver entre quatro paredes, mesmo no inverno?
- Você sabia que de cada 100 papagaios apenas 10 aprendem a falar?
- Você sabia que a maioria dos papagaios morre nas mesmas condições que os seres humanos(alimentação inadequada, stress e falta de exercício) ?
- Você sabia que papagaios precisam de uma grande dose de atenção,cerca de 8 horas por dia?
- Você sabia que 70 % dos psitacídeos sofrem de problemas no fígado, por viverem em ambientes muito secos?
- Você sabia que os psitascídeos de grande porte acabam tendo vários diferentes donos, por viverem muito (alguns vivem até 70 anos)?
- Você sabia que alguns criadouros atuam como pontos de "lavagem"de animais contrabandeados?
- Você sabia que para capturar um filhote de macaco os traficantes não hesitam em matar a fêmea mãe?
- Você sabia que macacos têm as presas arrancadas e são dopados com analgésicos, para parecerem mansos?
- Você sabia que, apesar da Portaria 117/97-N, de 15 de outubro de 1997 onde o Presidente do IBAMA legalizou a venda de animais silvestres APENAS para criadouros credenciados, o tráfico ilegal de animais continua?
- Você sabia que para cada animal capturado na natureza que sobrevive e chega até você, nove morreram no transporte, de sede, fome frio ou asfixia?
- Você sabia que cerca de 12 milhões de animais são ilegalmente retirados anualmente das matasbrasileiras e vendidos em diversas cidades do país, representando um faturamento de mais de 2 bilhões de dólares por ano?!
- Você sabia que depois do desmatamento, a maior ameaça aos animais é o comércio ilegal?
- Você sabia que o tráfico de animais é a terceira atividade ilícita mais lucrativa, depois do tráfico de drogas e armas?
- Você sabia que cada animal retirado da natureza enfrenta crises de depressão gerada por solidão, o que os faz perder a própria identidade?
- Se você não sabia, agora SABE o quanto somos responsáveis por tudo o que vem acontecendo, pois vimos alimentando esse comércio para que ele chegasse no ponto aonde chegou.
- Se mesmo assim você decidir comprar um, procure um criadouro credenciado do IBAMA.
- Se você ama a Natureza deixe os Animais Silvestres em liberdade; se você já tem um cuide bem dele, mas não compre outro; artesanatos com asas de borboletas e penas de pássaros são dispensáveis. Compre produtos que não contenham partes de animais. Se ninguém mais comprar os traficantes terão que mudar de atividade e milhões de animais deixarão de ser sacrificados.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Perguntas freqüentes sobre compra de animais silvestres
SOS Projeto Mucky









