O X do século XXI - 10 minutos com Philip Wollen, ex vice-presidente do Citibank

A verdade que nenhum ambientalista pode deixar de mostrar:
Como a indústria da morte e crueldade dos animais está devastando o planeta, arruinando as espécies, adoecendo e matando de fome a humanidade em proporções gigantescas.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Consciência Ambiental

DESABAFO
"Na fila do supermercado o caixa diz  para uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente. "
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou o ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Artigo - Estadão

GATEIROS E CACHORREIROS. EITA RAÇA!     


Por: Denner Giovanini - Reflexões ambientais

Normalmente não comento sobre as manifestações dos leitores. As razões são várias. Vão desde a impossibilidade de responder pessoalmente a todas as mensagens – que são muitas – até a precaução no sentido de manter um espaço absolutamente democrático para que cada um se manifeste livremente, sem correr o risco de ter sua opinião censurada ou questionada.

Porém, dessa vez decidi tecer mais alguns comentários a respeito da nota sobre a Consulta Pública da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, que irá publicar uma Lista Oficial de Espécies Invasoras.

O que me motiva a escrever agora foi a enorme repercussão que a nota alcançou. Foram quase 6 mil recomendações no Facebook, mais de 150 comentários de leitores e quase 200 réplicas no Twitter.

Poucas vezes vi na internet um número tão grande de pessoas se manifestando a respeito de uma notícia. No caso da nota sobre as espécies invasoras, tamanho alcance deve-se principalmente ao enorme poder de mobilização que os protetores de animais domésticos possuem. Eles são conhecidos popularmente como gateiros e cachorreiros. São pessoas que dedicam grande parte do seu tempo a causa da proteção dos animais domésticos.

Protetores de animais: amor de bicho não tem preço.

Essas pessoas são capazes de sacrifícios imensos para defender aquilo que elas acreditam. Não existe no mundo – e digo sem medo de errar – nenhum outro movimento em que seus membros se envolvam tanto com a causa que abraçam. Nenhum grupo político ou religioso possui integrantes dispostos a tanto sacrifício pessoal como é o caso dos gateiros e cachorreiros. Nenhum grupo social tem uma capacidade de mobilização tão forte quanto eles. É impressionante.

A sorte de quem maltrata animais é que esse imenso grupo de protetores ainda desconhece o poder que tem. Pois no dia que eles se organizarem e passarem a ter estratégias claras de atuação, o mundo político irá tremer.

Os protetores de animais podem arruinar uma carreira política. Podem condenar um produto ao fracasso e, até, causar enormes prejuízos à empresas que insistem em ignorá-los. Uma grande parte desse grupo de ativistas é formada por donas de casa. São mulheres que decidem o que comprar em seu lar e que, com o poder de mães, esposas e filhas, conseguem mudar a opinião – e o voto – da família.
Para a felicidade daqueles que ignoram os apelos desse grupo, o movimento ainda não é organizado. Não existem lideranças nacionais com capacidade de mobilizar e de conduzir uma ação uniforme em território nacional. No dia que isso acontecer, senadores da República e até candidatos a presidente do país terão que estender tapetes vermelhos para eles.

O mais impressionante nesse grupo, além do grande poder de mobilização, é outra característica muito singular: grana. Ou melhor, a falta dela. Em 25 anos de lida diária na causa ambiental, nunca vi um “movimento social” trabalhar sem ganhar. Pelo contrário. Penso que os protetores de animais é o único grupo que tira do próprio bolso o financiamento para as suas causas. Eles não são empregados em ONGs, não recebem bons salários, como a grande parte dos ambientalistas profissionais, não dispõe de financiamento público e muito menos recebem emendas de parlamentares. O dinheiro deles vem das “vaquinhas”, das “rifas” e dos trocados que conseguem juntar impondo-se algum sacrifício pessoal.
Não existem estatísticas que mostram quantos eles são. E muito menos existem dados oficiais sobre quem eles são.

Mas uma boa dica para identificar um potencial protetor é reparar em alguns dos seus hábitos mais comuns: possuem animais domésticos, provavelmente mais de um. Nas redes sociais, seus álbuns de fotos sempre possuem a foto de um gatinho, de um cachorrinho, ao lado das imagens de suas famílias. Nas ruas, seu animal de estimação está quase sempre no colo, ou, se for grande, sempre ostentará um pelo brilhoso ou uma coleira da moda. Para esse grupo, não existe diferença social entre os animais. Os de “raça” e os “vira-latas” são iguais, nem mais, nem menos.

A eles, os protetores e protetoras do Brasil, dedico minha inteira admiração e agradeço imensamente as lições de amor e respeito à vida, que muitas vezes nos faltam quando somos absorvidos pelos debates “técnicos” em nossa luta ambiental.

Obrigado.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Não aos Fogos de Artifício


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Campanha Greenpeace: Veta DIlma!

Greenpeace: "O Código Florestal está sendo modificado no Congresso para satisfazer a bancada ruralista, abrindo brecha para mais desmatamentos. A sua aprovação final depende da presidente Dilma: peça a ela para cumprir suas promessas e vetar o projeto de lei que vai deixar nossas florestas sob a ameaça das motosserras."

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

José Lutzenberg - Um crítico do discurso político do "crescimento econômico"

 Por AOMA

"Há um governo mundial tecnoditatorial dos grandes grupos. O governo mundial é privado".

"O livre mercado não resolve tudo, até porque é manipulado. O mercado só vê demanda, não vê necessidades. Os mercados são cegos para as gerações futuras."

"Capitalismo e socialismo são na verdade duas seitas da mesma coisa, que é o industrialismo."

"O verdadeiro desastre começou com aquilo que hoje designamos “progresso” e “desenvolvimento”. O pensamento básico deste novo contexto cultural faz com que queiramos sempre atingir eficiência Máxima em todos os nossos empreendimentos,eficiência esta, medida em termos de fluxo de dinheiro apenas, e quase nunca em termos de harmonia, sustentabilidade, integração, beleza,riqueza, de vida, etc"

J.Lutzenberger

Essas alguns ditos marcantes do nosso mais prestigiado, mas já falecido, ecologista José Antônio Lutzenberger, infelizmente pouco conhecido dos brasileiros. Sobre ele encontramos aqui algumas informações interessantes:

"De técnico de uma multinacional que fabrica produtos agrícolas a apaixonado ecologista. O gaúcho José Antônio Lutzenberger passou a defender o meio-ambiente em 1971, quando abandonou sua bem-sucedida carreira numa indústria agroquímica para fundar, com um grupo de simpatizantes da causa, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), a primeira organização não-governamental ecológica do Brasil. 

Lutzenberger nasceu em Porto Alegre, onde formou-se em agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se em agroquímica concluindo a pósgraduação em 1953 na Universidade de Louisiana, Estados Unidos. Prestava assessoria técnica em Porto Alegre quando, em 1957, foi contratado como técnico na matriz de uma empresa alemã. Transferido para chefiar o departamento agrícola, morou em Caracas de 1959 a 1966, quando voltou a trabalhar na Alemanha. Em 1967, foi mandado para Casablanca, no Marrocos. 
Presidiu a Agapan de 1971 a 1987, período em que se destacou nas lutas contra a poluição provocada por uma fábrica norueguesa de celulose, em Guaíba (RS), e pela correta maneira de podar as árvores, em Porto Alegre. Em 1972, foi assessor da Comissão Parlamentar de Estudos da Poluição e Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Em 1978, por encomenda do governo gaúcho, projetou o Parque da Doca Turística de Porto Alegre. Um ano depois, fundou a empresa Vida Produtos Biológicos, especializada em reciclagem de resíduos industriais. 

Em 1987, preocupado com a destruição da vida na terra, criou a Fundação Gaia, um centro de estudos que visa a conservação do planeta. No ano seguinte ganhou o troféu The Right Livelihood Award, prêmio concedido, na Suécia, a personalidades que se destacam na defesa da ecologia em todo o mundo. Em 1990, foi nomeado pelo presidente Fernando Collor Secretário Nacional do Meio Ambiente. Foi destituído dois anos depois, antes da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, a Rio-92, por discordar das teses da Comissão Interministerial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Levantou suspeita de que havia corrupção no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e afirmou que o departamento responsável por florestas e madeiras no Brasil era uma sucursal das madeireiras. 

A obra de Lutzenberger, morto em 2002, aos 75 anos, é a perfeita tradução de que é possível a economia crescer sem agredir a natureza." - Grifo Nosso


Esta matéria está no site oficial do governo federal: http://www.brasil.gov.br/sobre/historia/personagens-historicos/jose-lutzen-berger-1926-2002. Esse site é indicado para pesquisa escolar por conter informações sobre o país.

Diz-se que quem conta um conto aumenta um ponto. Diremos que quem conta a historia faz a história. A história escrita nunca é neutra. Mas distorções como essa, colocada no site oficial do governo federal, nos deixa indignados e nos faz pensar o quanto de proposital há nisso: há que se referendar o desenvolvimentismo a qualquer preço, nem que para isso tenha que se reapropriar, esvaziando, o discurso dos seus maiores críticos! Colocamos aqui a inesquecível crítica que Lutzberger faz do uso político do conceito de "crescimento econômico", lembrando que este é um conceito incompatível com um modelo econômico sustentável. Portanto Lutzemberger jamais foi "a perfeita tradução de que é possível a economia crescer sem agredir a natureza" - uma frase falsa e vazia de sentido. Lutzemberger dizia que não se trata mais de discutir sobre crescimento ou desenvolvimento econômico, mas de distribuição e racionalização urgente dos recursos, pois nosso planeta está esgotado! Vejamos as palavras do próprio: 


"Durante a Conferência Mundial do Meio Ambiente, a Rio 92, a Sra. Brundtland, primeira ministra da Noruega e mentora desta conferência disse que precisávamos de mais crescimento econômico para que conseguíssemos os meios necesssários para corrigir os danos causados até agora. É como se pedíssemos mais neve e mais inclinação para uma bola de neve, isto já quando é iminente a avalanche. 
Outra coisa é como nossos economistas e nossos governantes medem esse crescimento. Eles procuram é medir o Produto Nacional Bruto - PNB. Mas que medida, que unidade é o PNB? Todo o mundo sabe que atualmente, quando há mais quedas de avião, quando há mais acidentes de carro, cresce o PNB. Se o aumento desenfreado da poluição nos obriga a construir mais hospitais, a gastar sempre mais com medicamentos, então cresce o PNB. Ao PNB brasileiro só é adicionado o que ganhamos em dinheiro, com a exportação de nossos recursos naturais, mas não vejo em nenhum lugar a conta onde os governos subtraem o que perdemos em florestas devastadas e inundadas, os minérios que não estão mais lá... O mercado não enxerga as necessidades humanas, só as demandas expressas em dinheiro. O mercado também é cego, totalmente cego para as gerações futuras." 


Estas palavras são traduções de um trecho do documentário "Lutzenberger: For Ever Gaia". Confira aqui e conheça este grande homem:





quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A História dos Eletrônicos

Por Bruno Rezende  para o Coluna Zero

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Depois de A História das CoisasA História da Água Engarrafada e A História dos Cosméticos, vídeos já publicados aqui neste ano, o projeto The Story of Stuff, de Annie Leonard, nos apresenta A História dos Eletrônicos.
O vídeo de aproximadamente 8 minutos mostra como funciona o modo de produção da indústria de alta tecnologia, abordando toda a questão dos materiais altamente tóxicos utilizados na composição dos eletrônicos e a contaminação generalizada que eles provocam. Além disso, Annie fala sobre o modo de produção dos eletrônicos, visto por ela como “feitos para se jogar fora”. Isso mostra como a economia pode se tornar insustentável, seja do modo ecológico da palavra ou do sustento propriamente, pois não há riqueza natural que resista a tanta demanda.


Annie diz que mesmo quando se quer consertar um aparelho eletrônico, é muito mais fácil ir a uma loja e comprar outro novo. As promoções semanais em grandes redes de lojas de departamento são uma prova. Um aparelho de DVD, por exemplo, pode ser encontrado por menos de R$ 50,00 em uma promoção. Tal consumo elevado acaba gerando uma produção em massa causadora de problemas de saúde sociais e ambientais. A ativista lembra que cada eletrônicos é feito a partir de diversos minerais e produtos químicos tóxicos, como PVC, mercúrio e solventes; industrializados em locais de difícil controle ambiental - o que facilita a propagação de doenças entre os funcionários. Alguém aqui se lembrou da nossa Zona Franca de Manaus?

A ativista propõe um novo modelo de produção, no qual a indústria de eletrônicos seja responsável pelo lixo que ela originou, que invista em tecnologias limpas, em um design duradouro e adotando a prática de reposição de peças, ao invés de trocar um aparelho todo.

Enfim, vale a assistir o vídeo. Só um detalhe, o vídeo está todo em inglês, mas é possível traduzir as legendas para português. Clique neste botão  no canto direito da barra de vídeo e depois escolha a opção "traduzir legendas" selecionando o idioma "português".




Fonte Original: http://www.colunazero.com.br/2010/11/historia-dos-eletronicos-legendado.html
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